Estação Londrina com André Siqueira e Vinícius Lima será no Café Terrara hoje às 19h

A 13ª edição do projeto Estação Londrina vai celebrar um modo de vida mais orgânico a partir do diálogo sobre a obra do músico André Siqueira e do poeta Vinícius Silva de Lima. O encontro será realizado nesta quinta-feira, dia 1º de novembro, a partir das 19h, no Café Terrara (Rua Goiás, 1316, Centro), em Londrina. A mediação será de Frederico Fernandes, professor do Departamento de Letras da UEL e coordenador do projeto de pesquisa Estação Londrina. A entrada é franca e o evento é aberto a todos os interessados. Atenção: anteriormente, o evento seria no Café com Propósito, mas devido a problemas logísticos, foi transferido para o Café Terrara.

ANDRÉ SIQUEIRA é músico, Doutor em Ciências Sociais pela UNESP, Mestre em Música pela UFMG, e graduado em Música pela UEL. Compositor, arranjador, multi-instrumentista, pesquisador e professor de música, Siqueira costuma tocar guitarra, violão, contrabaixo, flauta e bandolim. Sua pesquisa se desenvolve com foco na música brasileira. O seu trabalho pode ser conhecido no site https://www.andresiqueira.art.br.

VINÍCIUS SILVA DE LIMA é jornalista, poeta e tradutor. Autor de Começa Aqui a Morada do Fogo (2016), Animais Floridos (2016) e O Sonho da Capivara (2017). Doutor em Letras pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), desenvolve pesquisas em Ecocrítica e Geopoéticas. Atualmente se dedica à produção agroecológica de hortaliças na região de Londrina, seguindo os princípios da Permacultura e da Agricultura Natural.

Sobre o projeto Estação Londrina
Criado em 2016 sob a coordenação do professor e pesquisador Frederico Augusto Garcia Fernandes (Letras/UEL), Estação Londrina é um projeto de extensão da Universidade Estadual de Londrina, conta com recursos da CNPq, e tem como objetivo promover e discutir a produção cultural da cidade. De 2016 pra cá já foram realizados 12 encontros, discutindo temas relacionados à história, política, economia, literatura, cinema, fotografia, games e música de Londrina. Entre os convidados, participaram do projeto os jornalistas Tony Hara, Patrícia Zanin, Felipe Melhado, e Fábio Cavazotti, os fotógrafos Saulo Haruo Ohara Guilherme Gerais, o cineasta Caio Júlio Cesaro, o professor canadense Tamer Thabet, as escritoras Beatriz BajoFlavia VercezeSamantha AbreuVi Karina, Maria Angélica Constantino e Vivian Campos, os escritores e jornalistas Edson Maschio e José Maschio, os escritores Domingos PellegriniMarcos Hidemi de Lima e Rogério Ivano, o professor catalão Diego Giménez, entre outros nomes da cultura local. Em todas as edições do projeto a entrada é franca. Com esse encontro em novembro, o projeto interrompe as apresentações aos público em 2018 – a programação de 2019 deve ser divulgada a partir de março.

Advertisements

Estação Londrina discute o romance Mulheres Esmeraldas, de Domingos Pellegrini

A 12ª edição do projeto Estação Londrina vai destacar o romance Mulheres Esmeraldas, obra mais recente do escritor e jornalista londrinense Domingos Pellegrini. Lançado nacionalmente pela editora Autêntica no mês passado. O encontro será realizado nesta quinta-feira, dia 27 de setembro, a partir das 19h, no Piso Superior da Biblioteca Pública Municipal de Londrina (Av. Rio de Janeiro, 413, Centro, Londrina). A mediação será de Frederico Fernandes, professor do Departamento de Letras da UEL e coordenador do projeto de pesquisa Estação Londrina. A entrada é franca e o evento é aberto a todos os interessados.

Sobre o romance Mulheres Esmeraldas
O romance conta a história de um repórter da Playboy retornando do exílio que, em 1984, quer fazer um ensaio fotográfico para a revista numa mina explorada por mulheres na Amazônia. Domingos foi repórter da Playboy nessa época, cobriu Serra Pelada e ouviu falar dessa mina. As jovens do lugar aceitam a proteção do delegado do município de Alta Mata em troca de uma parcela do ouro que produzem. O que ele não sabe é que, lideradas por uma ex-enfermeira americana, elas buscam também um veio de esmeraldas. Quando o repórter bate por lá, as mineradoras, que sempre evitaram todo contato com gente de fora, recebem-no muito bem, mas a ideia é usá-lo como cobertura para a fuga delas com um grande carregamento da preciosa pedra verde.

Um thriller emocionante, com uma fuga espetacular e assustadora pelo Brasil afora, MULHERES ESMERALDAS é também um delicado romance. Marianne, a ex-enfermeira, é filha de um major americano recrutado por Daniel Ludwig, que quando morre deixa para a filha um mapa para a mina de esmeraldas. O cenário é a Amazônia do início da década de 80, São Paulo e Rio de Janeiro, e o pano de fundo é a transmissão televisiva das Diretas e a cobertura da agonia de Tancredo Neves. Um livro realmente extraordinário que vai impressionar o mundo literário.

Sobre o escritor Domingos Pellegrini
Romancista, contista, cronista, poeta, jornalista e publicitário. Passa a maior parte de sua vida em Londrina, Paraná, onde mora. As narrativas de tropeiros, mascates e viajantes que passam pela barbearia de seu pai e pela pensão comandada por sua mãe são a base de seus contos e de seu universo romanesco. Conduzido pelo permanente desejo de desenvolvimento da escrita a partir de uma linguagem cada vez mais simples e direta, Domingos Pellegrini Jr. dedicou-se progressivamente à produção de textos destinados ao público infanto-juvenil, principal interlocutor de sua obra. Estuda letras e publicidade na Universidade Estadual de Londrina – UEL, entre 1967 e 1975, e mais tarde vai para Assis, São Paulo, estudar na Universidade Estadual Paulista – Unesp, onde se especializa em teoria literária. Trabalha como redator de agências de propaganda e escreve para jornais e revistas, especialmente para o Jornal de Londrina. Estreou em 1977, já ganhando o Prêmio Jabuti com seu livro de contos O Homem Vermelho. Ganharia outro, em 2001, com o romance O Caso da Chácara Chão, e tem mais quatro Jabutis com romances e livros de poesia e juvenis. Depois de seu primeiro livro, O Homem Vermelho, escreve mais de uma dezena de outras coletâneas de contos, novelas e romances. Seu primeiro livro infanto-juvenil, A Árvore que Dava Dinheiro, de 1981, tem mais de 3 milhões de exemplares publicados, 2 milhões deles para o Plano Nacional de Bibliotecas do Ministério da Educação. Entre 1989 e 1992, assume a Secretaria de Cultura do município de Londrina. Com Terra Vermelha, Pellegrini compõe um romance épico, sobre meio século de transformações no país. Vive de literatura há quinze anos, quando se mudou para uma chácara na cidade onde nasceu.. Lança seu primeiro livro de poesias, Gaiola Aberta, em 2005, com versos escritos no decorrer dos últimos 40 anos.

Sobre o projeto Estação Londrina
Criado em 2016 sob a coordenação do professor e pesquisador Frederico Augusto Garcia Fernandes (Letras/UEL), Estação Londrina é um projeto de extensão da Universidade Estadual de Londrina, conta com recursos da CNPq, e tem como objetivo promover e discutir a produção cultural da cidade. De 2016 pra cá já foram realizados 10 encontros, discutindo temas relacionados à história, política, economia, literatura, cinema, fotografia, games e música de Londrina. Entre os convidados, participaram do projeto os jornalistas Tony Hara, Patrícia Zanin, Felipe Melhado, e Fábio Cavazotti, os fotógrafos Saulo Haruo Ohara Guilherme Gerais, o cineasta Caio Júlio Cesaro, o professor canadense Tamer Thabet, as escritoras Beatriz BajoFlavia VercezeSamantha AbreuVi Karina, Maria Angélica Constantino e Vivian Campos, os escritores e jornalistas Edson Maschio e José Maschio, os escritores Marcos Hidemi de Lima e Rogério Ivano, o professor catalão Diego Giménez, entre outros nomes da cultura local. Em todas as edições do projeto a entrada é franca.

Estação Londrina debate romances de Maria Angélica Constantino e José Maschio

A 11º edição do projeto Estação Londrina vai destacar a produção de dois autores londrinenses: a escritora Maria Angélica Constantino, autora do romance Pequena Londres, e o jornalista e escritor José Maschio, autor do romance Tempos de Cigarro Sem FiltroO encontro será realizado na próxima segunda-feira, dia 10 de setembro, a partir das 14h, na Sala 126 do Centro de Letras e Ciências Humanas (CLCH) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A mediação será de Frederico Fernandes, professor do Departamento de Letras da UEL e coordenador do projeto de pesquisa Estação Londrina. A entrada é franca e o evento é aberto a todos os interessados.

Sobre o romance Pequena Londres
Juliana é uma jovem londrinense de origem humilde. Viaja para o Rio de Janeiro com duas amigas, Liz e Amanda, onde conhece o misterioso Tom, um inglês que supostamente trabalha no hotel. Movida pela paixão se deixa envolver no que parecia ser um grande amor, mas ao se ver sozinha descobre que a vida não é o conto de fadas que imaginou. Pode o destino ser tão brincalhão ao ponto de unir duas pessoas que em condições normais jamais se encontrariam e, ao mesmo tempo, ser tão cruel a ponto de separá-las da maneira mais dolorosa possível? Um romance arrebatador com um final emocionante é o que promete Pequena Londres, que além de levá-los para os cenários mais badalados como Rio e Londres, o transportará também para a pequenina Londrina e o conduzirá por lugares pitorescos.

Sobre o romance Tempos de Cigarro Sem Filtro
Lançado pela editora Kan em agosto de 2017 em Londrina, a obra narra a história de Jaso e Maria, um casal unidos pela miséria. Jaso trabalha com dois garotos, Lozinho e Ruço, roçando mato e abrindo valas. Realizando trabalho de adultos, os meninos rapidamente abandonam a infância e experimentam as crueldades do mundo e das desigualdades sociais. Primeiro romance do jornalista José Maschio, a obra retrata o Brasil da década de 1970, período sombrio da ditadura militar que é mostrado através dos olhos de pessoas humildes, cidadãos simples levando suas vidas simples na periferia das cidades.

Sobre os autores
Maria Angélica Constantino é londrinense, casada e tem dois filhos. Teve uma infância humilde, mas venceu os desafios com o apoio da família, muito estudo, trabalho e fé. Formada em administração pela UEL, atua no ramo frigorífico, além de ser voluntária em alguns projetos sociais. Ama viajar, ler e escrever. Concluindo a terceira obra, hoje é a romancista londrinense que mais vende livros.

José Maschio é jornalista e escritor. Radicado em Cambé, no Norte do Paraná, Maschio trabalhou em diversos jornais sindicais e em grandes veículos de comunicação, como a Folha de S. Paulo, veículo para o qual colaborou por 2 décadas com enfoque em trabalhos investigativos. Maschio também tem experiência em outras linguagens: em 2014, teve um papel de destaque no longa-metragem Leste Oeste, do cineasta Rodrigo Grota.

Sobre o projeto Estação Londrina
Criado em 2016 sob a coordenação do professor e pesquisador Frederico Augusto Garcia Fernandes (Letras/UEL), Estação Londrina é um projeto de extensão da Universidade Estadual de Londrina, conta com recursos da CNPq, e tem como objetivo promover e discutir a produção cultural da cidade. De 2016 pra cá já foram realizados 10 encontros, discutindo temas relacionados à história, política, economia, literatura, cinema, fotografia, games e música de Londrina. Entre os convidados, participaram do projeto os jornalistas Tony Hara, Patrícia Zanin, Felipe Melhado e Fábio Cavazotti, os fotógrafos Saulo Haruo Ohara Guilherme Gerais, o cineasta Caio Júlio Cesaro, o professor canadense Tamer Thabet, as escritoras Beatriz BajoFlavia VercezeSamantha AbreuVi Karina e Vivian Campos, o escritor e jornalista Edson Maschio, os escritores Marcos Hidemi de Lima e Rogério Ivano, o professor catalão Diego Giménez, entre outros nomes da cultura local. Em todas as edições do projeto a entrada é franca.

Estação Londrina celebra os autores Marcos Hidemi e Rogério Ivano

A 10º edição do projeto Estação Londrina vai destacar a produção de dois autores londrinenses de ascendência japonesa: o poeta Marcos Hidemi e o escritor Rogério Ivano. No caso do poeta Marcos Hidemi, será lançado o livro Poesiar, editado pela Medusa. Ivano irá apresentar parte da sua produção de contos que pode ser lida em dois dos seus livros: Os Opostos se Distraem e Tantala – O Livro dos SuplíciosO encontro será realizado na próxima quarta-feira, dia 27 de setembro, a partir das 19h30, no Museu Histórico de Londrina, e conta com entrada franca. A mediação será de Diego Giménez e Frederico Fernandes, ambos professores e pesquisadores do Departamento de Letras da Universidade Estadual de Londrina.

Sobre Marcos Hidemi Marcos Hidemi de Lima é doutor em Letras pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e professor de literatura na graduação e no mestrado em Letras da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus de Pato Branco. Publicou o livro de poemas Dança de palavras e sons (AtritoArt), em 2005, com incentivo do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic) de Londrina. Pela Editora da Universidade Estadual de Londrina (EDUEL) publicou os livros sobre literatura Mulheres de Graciliano (2013), Várias tessituras (2015) e Os desvãos da ordem patriarcal (2017). Com aprovação do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE) e patrocínio da Copel, publica, em 2017, o livro de poemas Poesiar (Medusa). Possui alguns poemas divulgados em antologias do gênero e nos sites Antonio Miranda, Cronópios e Blocos On Line. Escreve resenhas sobre literatura para o Rascunho (Curitiba) e crônicas semanais para o jornal Diário do Sudoeste (Pato Branco). Ainda em 2017, vai lançar o volume de artigos sobre literatura Escritos de parceria (Appris).

Poesiar
Poesiar (Medusa, 2017), de Marcos Hidemi, é um livro que dialoga com os autores modernos. Tal escolha presente em toda a produção poética do autor não deriva de simples influência, mas por um processo de contaminação, conforme anotou o poeta, jornalista e professor Vinícius Lima, que assina o prefácio do livro. Vinícius assinala, ainda, que “Poesiar é ação. O poeta transforma em verbo a própria poesia, como se querendo tirá-la da burocracia da vida burguesa mediada e terceirizada. […] Livro corajoso, que não tem medo de enfiar o dedo na ferida e apontar, com todo pessimismo do mundo, o tédio em que o homem se meteu”.

Sobre Rogério Ivano
Rogério Ivano é docente de História da Universidade Estadual de Londrina na área de Teoria e Metodologia, desenvolvendo pesquisas sobre história e memória. Na área de História publicou o livro de apoio “A Conquista do Sertão: Os Extremos da Fronteira Sertaneja”, juntamente com A. C. Ferreira; a dissertação do mestrado “Crônicas de Fronteira: Imagem e Imaginário de uma Terra Conquistada” e “Lavrador de Imagens – Uma Biografia de Haruo Ohara”, este junto com Marcos Losnak. Em Literatura publicou os livros de contos “Os Opostos se Distraem” e “Tantala – O Livro dos Suplícios”, além de trabalhos em revistas e sites literários, como Coyote, A Cigarra, Cândido e Projeto Releituras. Participou do curta metragem “Satori Uso”, do diretor Rodrigo Grota.

Sobre Diego Giménez Diego Giménez, doutor em  Filosofia e Letras pela Universidade de Barcelona. Desde 2016 está em Londrina para o seu Pós-Doutorado na Universidade Estadual de Londrina onde pesquisa sobre Fernando Pessoa e leciona a disciplina Teoria do Poema.

Sobre o projeto Estação Londrina
Criado em 2016 sob a coordenação do professor e pesquisador Frederico Augusto Garcia Fernandes (Letras/UEL), Estação Londrina é um projeto de extensão da Universidade Estadual de Londrina, conta com recursos da CNPq, e tem como objetivo promover e discutir a produção cultural da cidade. De 2016 pra cá já foram realizados 9 encontros, discutindo temas relacionados à história, política, economia, literatura, cinema, fotografia, games e música de Londrina. Entre os convidados, participaram do projeto os jornalistas Tony Hara, Patrícia Zanin, Felipe Melhado e Fábio Cavazotti, os fotógrafos Saulo Haruo Ohara eGuilherme Gerais, o cineasta Caio Júlio Cesaro, o professor canadense Tamer Thabet, as escritoras Beatriz BajoFlavia VercezeSamantha AbreuVi Karina e Vivian Campos, o escritor e jornalista Edson Maschio, entre outros nomes da cultura local. Em todas as edições do projeto a entrada é franca.

Museu Histórico de Londrina fica na Rua Benjamin Constant, 900, no centro de Londrina. O evento tem entrada franca e é aberto a todos os interessados. 

Estação Londrina debate o livro Escândalos da Província, de Edison Maschio

A 9º edição do projeto Estação Londrina vai promover uma discussão sobre o primeiro romance totalmente escrito, ambientado e publicado na cidade de Londrina: o livro “Escândalos da Província“, do jornalista e escritor Edison Maschio. Lançado originalmente em 1959 a partir de uma tiragem de 2 mil exemplares, o livro ganhou nova edição em novembro de 2011 inaugurando a coleção Doc.Londrina da editora Kan. O debate será realizado na próxima quarta-feira, dia 12 de julho, a partir das 19h30, no Museu Histórico de Londrina, com entrada franca e presença do autor, hoje com 83 anos de idade. A mediação será do jornalista Felipe Melhado e do professor Frederico Fernandes, do Departamento de Letras da Universidade Estadual de Londrina.

Sobre o romance
“Romance satírico”, na avaliação do historiador Tony Hara, Escândalos da Província teria gerado uma grande confusão ao ser lançado no final dos anos 1950. O seu autor recebeu ameaças de morte, a polícia quis apreender parte da publicação; o que contribuiu para que os 2 mil exemplares lançados se esgotassem em poucos dias. De acordo com o texto de Hara e Marcos Losnak no prefácio da obra relançada há 6 anos, “Escândalos da Província pode ser lido como uma coletânea de faits divers que atiçaram a curiosidade dos leitores londrinenses na década de 50. Há no romance a narração de episódios reais que entraram para a história não-oficial da cidade de Londrina. O desfile das prostitutas carecas em plena luz do dia, na Avenida Paraná; o crime do juiz Ismael Dorneles de Freitas, assassino confesso do advogado Alcides Tomazetti; o caso das calcinhas encontradas debaixo dos cafezais ao lado do Country Club após um animado baile de carnaval. Esses episódios extraordinários se misturam a outros relatos que também soam por demais inverossímeis. A dúvida fica no ar. E esse é um dos trunfos dos faits divers, trafegar entre os fatos reais e o exagero sensacionalista.

Sobre o Autor
De acordo com Hara e Losnak, “Edison Maschio nasceu em Assis (SP), no dia 23 de novembro de 1933. Sua família se mudou para Londrina em 1938 para trabalhar na zona rural. Aos 16 anos, Maschio morava em Londrina e era funcionário de um cartório. Foi preenchendo certidões, procurações e contratos que o rapaz foi iniciado no quem é quem da cidade. O seu primeiro texto publicado em um jornal foi, literalmente, uma piada. Maschio ganhou um concurso promovido pelo jornal satírico A Carapuça em 1949. Victor Bosso, proprietário de A Carapuça e também da Gazeta Esportiva, convidou o jovem de 17 anos para fazer a cobertura do esporte amador londrinense. A partir daí, o jornalismo entrou definitivamente na vida de Maschio. Com o fechamento da Gazeta do Norte em 1961, Maschio atuou em pequenos e efêmeros jornais da cidade, além de escrever textos para o rádio e para o cine-jornal Atualidades Paranaenses, do cineasta Renato Melito. Editou a revista A Vanguarda e um jornal com o mesmo título. Mais tarde, em 1968, fundou O Diário de Londrina que durou até o ano de 1973. Nesta época, ele criou também a Revista Paraná Policial. Nas décadas de 70 e 80 redigiu e editou jornais para inúmeros sindicatos, como por exemplo, dos Bancários, dos Metalúrgicos e da Construção Civil. Foi um dos pioneiros em Londrina daquilo que passou a ser chamado de Imprensa Sindical. Na década de 80, Edison Maschio publicou sete álbuns que traziam breves biografias de cidadãos ilustres e dados sobre a realidade social e econômica do município. Um dos títulos mais conhecidos desse gênero é o livro Londrina: 60 Anos. Em meio a essas obras que reproduziam o discurso oficial sobre a cidade, a sua verve crítica veio à tona novamente com a publicação de seu segundo romance, Raposas do Asfalto (1984). Esta obra pode ser considerada uma continuação de Escândalos da ProvínciaO jornalista Edison Maschio ainda hoje atua como colaborador na imprensa londrinense. É, seguramente, o mais antigo jornalista em atividade em Londrina. Pequenos fragmentos dessa longa história foram reunidos num livro intitulado Histórias Ocultas, publicado pelo autor em 2010″.

Sobre o projeto Estação Londrina
Criado em 2016 sob a coordenação do professor e pesquisador Frederico Fernandes (Letras/UEL), Estação Londrina é um projeto de extensão da UEL, conta com recursos da CNPq, e tem como objetivo promover e discutir a produção cultural da cidade. De 2016 pra cá já foram realizados 8 encontros, discutindo temas relacionados à história, política, economia, literatura, cinema, fotografia, games e música de Londrina. Entre os convidados, participaram do projeto os jornalistas Tony Hara, Patrícia Zanin e Fábio Cavazotti, os fotógrafos Saulo Haruo Ohara e Guilherme Gerais, o cineasta Caio Júlio Cesaro, o professor canadense Tamer Thabet, as escritoras Beatriz Bajo, Flavia Verceze, Samantha Abreu, Vi Karina e Vivian Campos, entre outros nomes da cultura local. Em todas as edições do projeto a entrada é franca.

O Museu Histórico de Londrina fica na Rua Benjamin Constant, 900, no centro de Londrina. O evento tem entrada franca e é aberto a todos os interessados.

Estação Londrina reúne jovens escritoras no próximo dia 7

A oitava edição do projeto Estação Londrina irá reunir cinco jovens escritoras que vivem na cidade: Beatriz Bajo, Flavia Verceze, Samantha Abreu, Vi Karina e Vivian Campos. Elas integram o coletivo VERSA e vão comentar a sua produção literária no próximo dia 7 de junho, quarta-feira, a partir das 19h30, na Biblioteca Pública de Londrina, no centro da cidade. Alguns dos seus livros estarão à venda no local – a entrada é franca.

Criado em 2016 sob a coordenação do professor e pesquisador Frederico Fernandes (Letras/UEL), Estação Londrina é um projeto de extensão da UEL, conta com recursos da CNPq, e tem como objetivo promover e discutir a produção cultural da cidade. De 2016 pra cá já foram realizados sete encontros, discutindo temas relacionados à história, política, economia, literatura, cinema, fotografia, games e música de Londrina. Entre os convidados, participaram do projeto os jornalistas Tony Hara, Patrícia Zanin e Fábio Cavazotti, os fotógrafos Saulo Haruo Ohara e Guilherme Gerais, o cineasta Caio Júlio Cesaro, o professor canadense Tamer Thabet, entre outros nomes da cultura local. Em todas as edições do projeto a entrada é franca.

Conheça um pouco mais das cinco jovens escritoras que integram o coletivo VERSA:

BEATRIZ BAJO
BEATRIZ BAJO (São Paulo/SP, 1980). Poeta, diretora-geral da Rubra Cartoneira Editorial, revisora, tradutora, professora de língua portuguesa e literatura, especialista em Literatura Brasileira (UERJ). Seus livros são sobre nossas línguas a carne das palavras (no prelo), domingos em nós (PR, 2012),: a palavra é (PR) e a face do fogo (SP), os dois de 2010. Mantém o blog Linda Graal (http://lindagraal.blogspot.com/) e o Esquina Literária, de ensaios, resenhas e divulgações, (http://esquinaliteraria.blogspot.com/). Morou por 17 anos no Rio de Janeiro (RJ) e vive há 10 em Londrina-PR.

FLAVIA VERCEZE
Flávia A. Verceze. Psicóloga Clínica, pós-graduada em Clínica Psicanalítica e Especialista em Saúde da Mulher. Poetisa, autora do Blog ANDOMINHA (https://andominhas.blogspot.com.br) e escritora no blog Pra Florescer: psicologia e desenvolvimento humano (https://praflorescer.wordpress.com/sobre/). É encantada pelas questões do feminino e acredita que a poesia é uma associação livre, um grito que expõe a quem escreve e ao mesmo tempo cura sua alma, é terapêutica.

SAMANTHA ABREU
Samantha Abreu é professora em Londrina/Pr e estuda literatura de autoria feminina pela Universidade Estadual de Londrina. Já foi publicada em antologias e revistas, além de participar de debates, projetos e eventos literários. Lançou o livro de poemas “Fantasias para quando vier a chuva” (Orpheu, 2011) e o livro de contos “Mulheres sob Descontrole” (Atrito Arte, 2015). Integrou as antologias “O Fio de Ariadne” (Atrito Arte, 2014) e “29 de Abril: o verso da violência” (Ed Patuá, 2015) junto com autores contemporâneos de todo o país. Faz parte do coletivo VERSA, que divulga, organiza e dialoga com a escrita de autoras londrinenses. Seus textos poéticos foram adaptados para o teatro na montagem “Trouxe a chave para libertar sua tristeza”, da Cia AARPA.

VI KARINA
Em primeira pessoa
Costureira de palavras – aprendi com meu filho esses remendos do dizer, feito desenhos de escritos na gente. A palavra gruda mesmo muda. Fica dentro em poças – é como água: pode ser mansa, pode ser ressaca de mar, pode ser herança, relembranças… Trazem mudanças quando proferidas.
Gosto de olhar, me molhar delas.
Psicanalista, faz da profecia do outro poesia na própria vida.

VIVIAN CAMPOS
Vivian Campos é publicitária, apaixonada por literatura, e desde infância enxerga nas estrofes e parágrafos um canal para expressão de suas impressões sobre o mundo. Publicou seu primeiro livro de contos em 2016 (O Gato Comeu Sua Lua?) pela Editora Madrepérola, é autora do blog Naufrágio Literário (https://naufragioliterario.wordpress.com/) e integra o coletivo VERSA, organizado por autoras londrinenses com intuito de promover diálogo entre literatura (considerando produções próprias) e outros contextos artísticos.

_ LIVROS À VENDA no dia
“Mulheres sob Descontrole” (Atrito Arte, 2015), de Samantha Abreu. Preço: R$ 20,00
“O Gato comeu sua lua?” (Madrepérola, 2016), de Vivian Campos. Preço: R$ 25,00

Estação Londrina promove lançamento de livro sobre Games do canadense Tamer Thabet

A sétima edição do projeto Estação Londrina irá contar com o lançamento do livro Game Studies All Over The Place – Videogames and Gamer Identities, do professor e pesquisador canadense Tamer Thabet, uma publicação da Eduel (Editora da Universidade Estadual de Londrina). O lançamento será realizado no Museu Histórico de Londrina no dia 26 de maio, a partir das 19h. Thabet irá comentar os aspectos teóricos da obra em lançamento – a entrada é franca. O livro estará à venda por um valor promocional: R$ 15,00.

Criado em 2016 sob a coordenação do professor e pesquisador Frederico Fernandes (Letras/UEL), Estação Londrina é um projeto de extensão da UEL, conta com recursos da CNPq, e tem como objetivo promover e discutir a produção cultural da cidade. De 2016 pra cá já foram realizados seis encontros, discutindo temas relacionados à história, política, economia, cinema, fotografia e música de Londrina. Entre os convidados, participaram do projeto os jornalistas Tony Hara, Patrícia Zanin e Fábio Cavazotti, além dos fotógrafos Saulo Haruo Ohara e Guilherme Gerais, do cineasta Caio Júlio Cesaro, entre outros nomes da cultura local. A oitava edição do projeto será realizada no dia 7 de junho, a partir das 19h, na Biblioteca Pública de Londrina, com a presença das escritoras que integram o coletivo VERSA.

Sobre o livro
Este livro é sobre as três identidades do videogame, do jogador, e dos estudos de Game. Não há verdades definitivas, mas discursos e construções; Idéias, ações, crenças e práticas relacionadas aos videogames são discursos que fundem e moldam nossa percepção de videogames como uma área de estudo do seu próprio domínio. Tais respostas discursivas se encontram e se chocam criando o que chamamos verdades, que são temporárias e negociáveis.

Sobre Tamer Thabet
Possui graduação em literatura Inglesa na Al-Azhar University (1999), mestrado em American Studies na University of Antwerp (2006) e doutorado em Literature Studies na Universidade de Antuérpia – Bélgica (2011). Pós doutorado em Estudos Literários na UNEMAT – Universidade do Estado do Mato Grosso. Especializado em Teoria da Literatura, atuando principalmente nos Jogos digitais e literatura. Professor contratado e pesquisador na Brock University, no Canadá de 2008 a 2013. Professor visitante na UEL – Universidade Estadual de Londrina durante o ano de 2013. Professor efetivo na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM no Curso de Letras.