Estação Londrina discute o romance Mulheres Esmeraldas, de Domingos Pellegrini

A 12ª edição do projeto Estação Londrina vai destacar o romance Mulheres Esmeraldas, obra mais recente do escritor e jornalista londrinense Domingos Pellegrini. Lançado nacionalmente pela editora Autêntica no mês passado. O encontro será realizado nesta quinta-feira, dia 27 de setembro, a partir das 19h, no Piso Superior da Biblioteca Pública Municipal de Londrina (Av. Rio de Janeiro, 413, Centro, Londrina). A mediação será de Frederico Fernandes, professor do Departamento de Letras da UEL e coordenador do projeto de pesquisa Estação Londrina. A entrada é franca e o evento é aberto a todos os interessados.

Sobre o romance Mulheres Esmeraldas
O romance conta a história de um repórter da Playboy retornando do exílio que, em 1984, quer fazer um ensaio fotográfico para a revista numa mina explorada por mulheres na Amazônia. Domingos foi repórter da Playboy nessa época, cobriu Serra Pelada e ouviu falar dessa mina. As jovens do lugar aceitam a proteção do delegado do município de Alta Mata em troca de uma parcela do ouro que produzem. O que ele não sabe é que, lideradas por uma ex-enfermeira americana, elas buscam também um veio de esmeraldas. Quando o repórter bate por lá, as mineradoras, que sempre evitaram todo contato com gente de fora, recebem-no muito bem, mas a ideia é usá-lo como cobertura para a fuga delas com um grande carregamento da preciosa pedra verde.

Um thriller emocionante, com uma fuga espetacular e assustadora pelo Brasil afora, MULHERES ESMERALDAS é também um delicado romance. Marianne, a ex-enfermeira, é filha de um major americano recrutado por Daniel Ludwig, que quando morre deixa para a filha um mapa para a mina de esmeraldas. O cenário é a Amazônia do início da década de 80, São Paulo e Rio de Janeiro, e o pano de fundo é a transmissão televisiva das Diretas e a cobertura da agonia de Tancredo Neves. Um livro realmente extraordinário que vai impressionar o mundo literário.

Sobre o escritor Domingos Pellegrini
Romancista, contista, cronista, poeta, jornalista e publicitário. Passa a maior parte de sua vida em Londrina, Paraná, onde mora. As narrativas de tropeiros, mascates e viajantes que passam pela barbearia de seu pai e pela pensão comandada por sua mãe são a base de seus contos e de seu universo romanesco. Conduzido pelo permanente desejo de desenvolvimento da escrita a partir de uma linguagem cada vez mais simples e direta, Domingos Pellegrini Jr. dedicou-se progressivamente à produção de textos destinados ao público infanto-juvenil, principal interlocutor de sua obra. Estuda letras e publicidade na Universidade Estadual de Londrina – UEL, entre 1967 e 1975, e mais tarde vai para Assis, São Paulo, estudar na Universidade Estadual Paulista – Unesp, onde se especializa em teoria literária. Trabalha como redator de agências de propaganda e escreve para jornais e revistas, especialmente para o Jornal de Londrina. Estreou em 1977, já ganhando o Prêmio Jabuti com seu livro de contos O Homem Vermelho. Ganharia outro, em 2001, com o romance O Caso da Chácara Chão, e tem mais quatro Jabutis com romances e livros de poesia e juvenis. Depois de seu primeiro livro, O Homem Vermelho, escreve mais de uma dezena de outras coletâneas de contos, novelas e romances. Seu primeiro livro infanto-juvenil, A Árvore que Dava Dinheiro, de 1981, tem mais de 3 milhões de exemplares publicados, 2 milhões deles para o Plano Nacional de Bibliotecas do Ministério da Educação. Entre 1989 e 1992, assume a Secretaria de Cultura do município de Londrina. Com Terra Vermelha, Pellegrini compõe um romance épico, sobre meio século de transformações no país. Vive de literatura há quinze anos, quando se mudou para uma chácara na cidade onde nasceu.. Lança seu primeiro livro de poesias, Gaiola Aberta, em 2005, com versos escritos no decorrer dos últimos 40 anos.

Sobre o projeto Estação Londrina
Criado em 2016 sob a coordenação do professor e pesquisador Frederico Augusto Garcia Fernandes (Letras/UEL), Estação Londrina é um projeto de extensão da Universidade Estadual de Londrina, conta com recursos da CNPq, e tem como objetivo promover e discutir a produção cultural da cidade. De 2016 pra cá já foram realizados 10 encontros, discutindo temas relacionados à história, política, economia, literatura, cinema, fotografia, games e música de Londrina. Entre os convidados, participaram do projeto os jornalistas Tony Hara, Patrícia Zanin, Felipe Melhado, e Fábio Cavazotti, os fotógrafos Saulo Haruo Ohara Guilherme Gerais, o cineasta Caio Júlio Cesaro, o professor canadense Tamer Thabet, as escritoras Beatriz BajoFlavia VercezeSamantha AbreuVi Karina, Maria Angélica Constantino e Vivian Campos, os escritores e jornalistas Edson Maschio e José Maschio, os escritores Marcos Hidemi de Lima e Rogério Ivano, o professor catalão Diego Giménez, entre outros nomes da cultura local. Em todas as edições do projeto a entrada é franca.

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