Trilogia do Esquecimento será exibida em Tóquio nesta quinta, dia 15

A Trilogia do Esquecimento, composta pelos curtas Satori Uso, Booker Pittman e Haruo Ohara, será exibida nesta quinta, dia 15 de março de 2018, às 18h, na Embaixada Brasileira em Tóquio. Após a exibição, o autor da Trilogia, o cineasta Rodrigo Grota, irá participar de um debate com tradução simultânea para o público japonês. Esta será a primeira exibição dos três filmes juntos no Japão: “Estou muito feliz com esse convite da Embaixada, principalmente pelo fato de que sou fascinado pela cultura japonesa e sempre quis saber como seria a reação dos japoneses diante dos filmes”, revela Grota, diretor e roteirista dos filmes.

Histórico
Os filmes que integram a Trilogia foram produzidos em Londrina entre 2005 e 2010, conquistaram 53 prêmios entre festivais nacionais e internacionais, e foram exibidos em 8 países (EUA, México, França, Rússia, Espanha, Polônia, Grécia, Japão), além de variados canais de TV (Canal Brasil, TV Cultura, TV Brasil, Canal Curta e Universal Channel). Entre as principais conquistas estão 13 premiações no Festival de Gramado, 3 Prêmios ABC (Associação Brasileira de Cinematografia) de Melhor Fotografia, 3 Prêmios de Aquisição do Canal Brasil, além do Don Quixote Award atribuído pela Fedération Internationalle des Ciné-Clubs em 2011 para o curta Haruo Ohara.

Produzida pela Kinoarte em parceria com a Kinopus entre 2005 e 2010, a Trilogia do Esquecimento mostra a Londrina dos anos 1950 a partir de um ponto de vista imaginário e ao mesmo tempo documental: “A ideia sempre foi registrar a cidade, mas não a partir do que ela foi, e sim, do que ela poderia ter sido. Não nos interessava a ideia de registro apenas, de relato objetivo, e sim uma abordagem que privilegiasse o sonho, a imaginação, o documento especulativo. Por isso a ideia do esquecimento – o que desconheço, permanece”, explica Rodrigo Grota.

Em 2013, os filmes foram lançados em DVD e Blu-Ray com patrocínio da Prefeitura de Londrina via Promic, com extras (making of, fotos), legendas em inglês, francês e espanhol, além de um encarte bilíngüe – este foi o primeiro lançamento de curtas brasileiros no formato de alta definição. O curta Satori Uso já havia sido lançado em DVD pela Programadora Brasil em 2009, e chegou até a ser exibido nos cinemas em 11 capitais ao longo de 2008 e 2009 dentro do projeto Petrobrás Curta às Seis.  Em maio de 2014, os curtas foram exibidos em sessão especial na Cinemateca Francesa. Em 2015, o pesquisador Edward King, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, lançou o livro Virtual Orientalism in Brazilian Culture, em que analisa os curtas Satori Uso e Haruo Ohara, entre outros temas. Desde 2016, o curta Haruo Ohara tem sido exibido como peça integrante da exposição do fotógrafo Haruo Ohara em variadas cidades do Japão.

Com produção de Bruno Gehring e Guilherme Peraro, direção de fotografia de Carlos Ebert, direção de arte de José de AguiarRogério Ivano (Satori), Caren Utino (Satine), Edson Montenegro (Booker Pittman), Cléo de Páris, e Marco Hisatomi (Haruo Ohara) no elenco principal, figurinos de Luciana Gadotti e Nélio Pinheiro, assistência de fotografia de Anderson Craveiro, edição de som & mixagem de Luiz Adelmo, e montagem de Rodrigo Grota, os curtas foram produzidos com patrocínio da Prefeitura de Londrina via Promic (Satori Uso e Booker Pittman) e do Ministério da Cultura (Haruo Ohara). O curta Satori Uso foi criado a partir de um personagem criado pelo poeta londrinense Rodrigo Garcia Lopes – as poesias que estão no filme foram criadas pelo escritor. O roteiro do curta Booker Pittman foi escrito por Grota em parceria com Artur Ianckievicz, que também foi assistente de direção.

Para os interessados que ainda não conhecem os filmes, há possibilidades de adquirir o DVD neste link, ou assistir aos filmes na íntegra e de forma gratuita nesta página.

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Dokumenta: mostra de documentários será realizada de 20 a 23 de março

A produtora Kinopus promove de 20 a 23 de março de 2018 a primeira edição da DOKUMENTA, mostra de cinema dedicada a produções de não-ficção e filmes-ensaio. Idealizada pelo cineasta Rodrigo Grota, a mostra tem como objetivo a criação de um espaço privilegiado em Londrina para a reflexão sobre o cinema e suas formas expressivas. Serão exibidos 9 filmes, entre curtas, médias e longas, ao longo de quatro dias: todas as sessões são acompanhadas por um debate, contam com entrada franca, e serão realizadas no Centro Cultural Sesi (Praça 1º de Maio, 130, Centro), em Londrina.

A ideia da mostra surgiu de uma observação sobre a produção recente de filmes na cidade: “Começamos a notar que nos últimos anos Londrina tem produzido muito mais filmes de ficção. No último edital lançado pelo Governo do Paraná, dos 8 projetos aprovados de Londrina, 7 são ficcionais e apenas um de caráter documental. Pensando no contexto histórico, o cinema surgiu na cidade a partir da obra do documentarista Hikoma Udihara, que filmou Londrina por mais de três décadas. Além disso, a UEL conta com um curso de jornalismo tradicional e muito bem avaliado. Dessa forma, queremos estimular que um público maior se interesse pela linguagem do documentário e que mais realizadores de não-ficção possam surgir em nosso contexto local”, explica Rodrigo Grota.

A DOKUMENTA é uma iniciativa independente que surge principalmente do prazer de assistir a filmes e conversar sobre eles: “Nosso foco maior sempre foi produzir, mas também apreciamos o hábito de poder assistir a um filme em tela grande, sala escura, e depois comentá-lo com o público e amigos mais próximos. Nesse sentido, desde 2015 a Kinopus mantém um cineclube no Sesi, e em 2016 realizamos uma Mostra com os filmes do Buster Keaton em Curitiba”, avalia Guilherme Peraro, um dos produtores da DOKUMENTA.

Entre os filmes a serem exibidos nesta primeira edição estão Sem Sol, o clássico filme-ensaio de Chris Marker; dois exemplos de cinema direto focados em campanhas políticas para a presidência – Primárias, de Robert Drew, que observa a trajetória de Kennedy; e Entreatos, de João Moreira Salles, que lança luz sobre a eleição de Lula em 2002. Há também espaço para clássicos do documentário norte-americano, como Grey Gardens e On the Bowery, além de dois médias-metragens franceses: Noite e Neblina, de Alain Resnais, e La Jetée, de Chris Marker. Um dos destaques da DOKUMENTA é uma sessão homenagem para o documentarista londrinense Luciano Pascoal, que vai exibir e comentar quatro dos seus filmes, incluindo Solar Tatto, uma rara produção realizada em Cuba em 1995.

Todas as sessões contam com convidados especiais que irão comentar o filme junto ao público. Confiram a programação completa:

// Dia 20/03, terça
19h30 _ Sem Sol (1983, 100 min), de Chris Marker
Comentários dos pesquisadores Diego Giménez e Gustavo Ramos de Souza, ambos do curso de Letras da UEL
Classificação indicativa: 16 anos

// Dia 21/03, quarta
17h _ Noite e Neblina (1956, 32 min), de Alain Resnais + La Jetée (1962, 28 min)
Comentários de João Pedro Mussato e João Vítor Moreno, críticos de cinema
Classificação indicativa: 12 anos

19h30 _ Archibaldo: Cinema e Vestígios (2017, 13 min) + Solar Tatto (1995, 31 min)
Comentários de Luciano Pascoal, diretor dos filmes, jornalista, fotógrafo e professor da Pós em Cinema da Pitágoras
Classificação indicativa: 16 anos

// Dia 22/03, quinta
17h _ Primárias (1960, 60 min), de Robert Drew
Comentários de Auber Silva, jornalista e realizador
Classificação indicativa: 12 anos

19h30 _ Entreatos (2004, 117 min), de João Moreira Salles
Comentários de Alberto Klein, professor do curso de Jornalismo da UEL
Classificação indicativa: 12 anos

// Dia 23/03, sexta
17h _ On the Bowery (1956, 65 min), de Lionel Rogosin
Comentários de Carlos Fofaun Fortes, diretor de cinema, formado em Filosofia
Classificação indicativa: 16 anos

19h30 _ Grey Gardens (1975, 94 min), de Albert Maysles, David Maysles, Ellen Hovde e Muffie Meyer
Comentários de Thiago Ramari, professor do curso de Jornalismo da UEL
Classificação indicativa: 14 anos

DOKUMENTA 01 – Mostra de filmes de não ficção & ensaio
De 20 a 23/03 de 2018
Centro Cultural Sesi (Praça 1º de Maio, 130, Centro), em Londrina
Entrada franca em todas as sessões (sujeito à lotação do espaço)
Idealização e Curadoria: Rodrigo Grota
Produção e Mediação: Guilherme Peraro & Rodrigo Grota
Apoio Cultural: Sesi Cultura Londrina
Realização: Kinopus

Sessão Kinopus exibe Terra Selvagem nesta terça às 19h30 no Sesi

O cineclube da produtora Kinopus no Centro Cultural Sesi/aml retoma nesta terça, dia 6 de março, a sua programação: a partir das 19h30 será exibido Terra Selvagem (Wind River, 2017, 107 min), filme escrito e dirigido por Taylor Sheridan, ator e roteirista norte-americano, mais conhecido pelo roteiro dos filmes Sicario (2015) e Hell or High Water (2016). O filme tem classificação indicativa para 16 anos. Após a exibição do filme, o cineasta Rodrigo Grota irá mediar um bate-papo com o crítico de cinema e montador João Vitor Moreno

Vencedor do prêmio de Melhor Direção na mostra Un Certain Regard no Festival de Cannes do ano passado, Terra Selvagem conquistou outros 7 prêmios, incluindo festivais como Karlovy Vary International Film Festival. No filme, Cory (Jeremy Renner), caçador de coiotes e predadores traumatizado pela morte da filha adolescente, encontra o corpo congelado de uma menina em meio ao nada e decide iniciar uma investigação sobre o crime. Ao lado dele está uma agente novata do FBI (Elizabeth Olsen) que desconhece a região.

Coordenada por Guilherme Peraro e Rodrigo Grota, a Sessão Kinopus é uma iniciativa da produtora Kinopus Audiovisual em parceria com o SESI Paraná. Criada em abril de 2015, a SK promoveu 25 sessões ao longo de 3 anos – o objetivo é trazer a Londrina filmes que não chegaram ao circuito comercial, e fomentar o debate sobre o cinema e a sua linguagem. Todas as sessões contam com entrada franca e são seguidas por um debate com convidados.

A edição n. 27 da SK será realizada no dia 3 de abril – será exibido o filme russo Sem Amor, dirigido por Andrey Zvyagintsev. Os comentários serão do jornalista Aüber Silva.

 

Dramátika inicia série de leituras com texto de Sam Shepard em abril

O Núcleo de Cinedramturgia Dramátika, uma parceria entre o Sesi Cultura Londrina e a produtora Kinopus, terá seu primeiro evento aberto ao público no dia 6 de abril, sexta-feira, a partir das 19h30: será realizada a leitura dramática da peça Loucos por Amor (Fool for Love, 1983), do dramaturgo norte-americano Sam Shepard. A leitura dramática da peça será realizada por 4 atores selecionados para o Núcleo Dramátika – a direção é do coordenador e idealizador do Núcleo, o cineasta Rodrigo Grota. No dia seguinte, 7 de abril, sábado, às 14h será exibido o filme Louco de Amor (1985, 106 min), adaptação da peça Fool for Love com direção de Robert Altman – no elenco principal, Sam Shepard, Kim Basinger e Harry Dean Stanton.  Após a exibição haverá um debate com Grota, os atores que participaram da leitura dramática, e os diretores que integram o Núcleo de Cinemdramaturgia este ano: Guilherme Peraro, Jackeline Seglin, Marina Stuchi e Renato Forin Jr. Tanto a leitura dramática quanto a exibição do filme e o debate são abertos ao público acima de 16 anos e contam com entrada gratuita (sujeita à lotação do espaço).

Sobre Fool for Love
Apresentada pela primeira vez em 1983 em San Francisco (com Ed Harris interpretando Eddie e Sam Shepard na direção), a peça acompanha o explosivo romance entre Eddie e May, um casal que não consegue permanecer junto nem se separar. Este texto conclui a série que Shepard escreveu entre os anos 1970 e 1980 sobre o universo da Família. Já o filme, dirigido por Robert Altman a partir de um roteiro de Shepard, foi indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1986. Kim Basinger substituiu Jessica Lange, que estava grávida e não pôde participar das filmagens. Shepard atua apenas no filme, e não na peça.

Sobre Sam Shepard (1943-2017)
Dramaturgo, ator, encenador e realizador norte-americano, Samuel Shepard Rogers nasceu em Fort Sheridan a 5 de novembro de 1943. Filho de um oficial de aviação, cedo começou a trabalhar, tendo sido lavrador, criado e músico antes de se mudar para Nova Iorque. Aí começou a escrever peças teatrais e em 1964 estreou no Teatro Génesis a peça Cowboys (1964) onde pontificava o humor corrosivo e a sátira grotesca com personagens presos num passado mítico. Brevemente, Shepard tornou-se num dos autores preferidos da cultura pop dos anos 60: La Turista (1967) foi a sua primeira obra a ser representada na Broadway. Cedo vieram os convites para escrever roteiros para cinema: Me and My Brother (1969) surgiu primeiro, mas Zabriskie Point (1970) realizado por Michelangelo Antonioni foi o que lhe trouxe maior reconhecimento por parte da crítica especializada. Em 1971, mudou-se para Londres onde escreveu a ópera- rock The Tooth of Crime (1972), que esteve três anos em cena nos palcos londrinos: a peça é uma surrealista história de dois músicos de rock de diferentes gerações que lutam pelo domínio de um império, defrontando-se num duelo final de canções. Foi o seu amigo Bob Dylan quem o convenceu a tentar a carreira de ator: estreou em Renaldo and Clara (1978), um estranho filme dirigido por Dylan e que foi um estrondoso insucesso comercial. Nesse mesmo ano, entrou em Days of Heaven (Cinzas no Paraíso, 1978) de Terrence Mallick, desempenhando convincentemente o papel de um agricultor traído pela esposa. Em 1979, foi agraciado com o Prémio Pulitzer pela sua peça em três atos Buried Child. Na década de 80, Shepard continuou a conciliar a sua dupla faceta de dramaturgo e ator: durante as rodagens de Frances (1982) conheceu a atriz Jessica Lange, com quem iniciou uma longa relação afetiva. Foi um dos protagonistas de The Right Stuff (Os Eleitos, 1983) onde encarnou a figura de Chuck Yeager, o primeiro homem a ultrapassar a barreira do som. Com este papel, Shepard foi nomeado para um Óscar mas, estranhamente, a Academia remeteu-o para a categoria de Melhor Ator Secundário onde perdeu em detrimento de Jack Nicholson. Em 1984 viu o seu argumento de Paris, Texas (1984) ser agraciado com a Palma de Ouro do Festival de Cannes. Como ator, continuou a ser requisitado, participando em Country (1984), Crimes of the Heart (1986) e Steel Magnolias (1989). Em 1988, tentou enveredar pela realização, mas o seu primeiro esforço foi mal recebido pela crítica: Far North (1988), protagonizado por Jessica Lange primou pela inconsistência narrativa. O mesmo aconteceu com Silent Tongue (1994), apesar de contar no elenco com nomes credenciados, como Richard Harris, River Phoenix e Alan Bates. Desde então, concentrou-se na sua carreira de ator, surgindo em filmes de sucesso como The Pelican Brief (1993), Swordfish (2001), Black Hawk Down (2001), e Mud (2012). Ao falecer em julho de 2017, Sam Shepard deixou três filhos — Jesse, Hannah e Walker — e as irmãs Sandy e Roxanne.

Sobre o Dramátika
Idealizado pelo cineasta e roteirista Rodrigo Grota em parceria com o Sesi Cultura, o Núcleo de Cinedramaturgia DRAMÁTIKA terá a sua primeira edição em 2018 com o intuito de aproximar os profissionais de Cinema e Teatro de Londrina & região. Com o suporte logístico e técnico da produtora Kinopus, o Núcleo DRAMÁTIKA se divide em duas etapas: em sua primeira fase, serão realizadas cinco leituras dramáticas de textos teatrais, seguidas pela exibição de filmes que foram adaptados para o cinema a partir desses textos. Na segunda etapa do projeto, o coordenador do Núcleo DRAMÁTIKA, Rodrigo Grota e outros quatro diretores convidados vão conduzir os alunos na criação e desenvolvimento de 5 cenas curtas de até 15 minutos de duração. Essas 5 cenas serão escritas e dirigidas por estes diretores e contarão com no mínimo 2 e no máximo 5 atores entre os alunos selecionados para o Núcleo. Ao final desta segunda etapa, essas 5 cenas serão filmadas e apresentadas ao público em seus dois formatos finais: um filme de longa-metragem e uma peça de teatro. O projeto também conta com colaboração do diretor de arte Julio Vida e da figurinista Thaís Blanco“O Núcleo de Cinedramaturgia Dramátika nasce com o objetivo de estreitar as relações entre os profissionais de cinema e teatro de Londrina e região. A ideia é contribuir para que cada vez mais atores de teatro trabalhem também em projetos ligados ao audiovisual, ao integrar as duas linguagens”, explica Rodrigo Grota.