Leste Oeste: filmagens do longa começam em novembro

LESTE OESTE BASTIDORES 3 - FELIPE KANNENBERG E BRUNO SILVA - FOTO JOAO MUSSATO

As filmagens de Leste Oeste, primeiro longa-metragem do diretor Rodrigo Grota, serão realizadas entre novembro e dezembro em Londrina. No elenco estão os atores Felipe Kannenberg, Simone Iliescu, Bruno Silva, José Maschio, Letícia Conde, Filipe Garcia, Edu Reginato, Maria Cecília Guirado, Poka Marques, Luiz Rossi, José Belaque e Aloysio Moreira. Leste Oeste, uma realização da produtora londrinense Kinopus, conta com patrocínio da Prefeitura de Londrina via Promic – Programa Municipal de Incentivo à Cultura.

Trama

Ambientado em Londrina nos dias atuais, Leste Oeste mostra a história de Ezequiel, um ex-piloto, que retorna a sua cidade de origem após muito tempo – ele encontra Pedro, um jovem piloto de testes, que sonha em prosseguir no automobilismo. Como Pedro não tem recursos: quem banca o seu sonho é Angelo, seu avô, dono de uma categoria de Kart. Stela, mãe de Pedro, teme que o filho se acidente nas pistas, já que seu marido, João, morreu em um acidente durante uma corrida. O filme mostra o reencontro desses personagens tendo o automobilismo como pano de fundo.

LESTE OESTE STILL 3 - FOTO GUILHERME GERAIS

Elenco

Felipe Kannenberg interpretará Ezequiel, um ex-piloto de corrida que retorna à sua cidade de origem após 10 anos. Com mais de 30 filmes em seu currículo, ele já protagonizou os longas Menos que Nada, de Carlos Gerbase; e Amores Imperfeitos, de Marcio de Lemos. Recentemente ele pôde ser visto na série Animal, produzida pela Globo e exibida pela GNT. Simone Iliescu dará vida à personagem Stela, uma mulher de quase 40 anos, mãe de Pedro, um jovem piloto de testes que sonha em seguir carreira no Automobilismo. Iliescu já protagonizou os longas Corpo Presente, de Marcelo Toledo e Paolo Gregori; Cores, de Francisco Garcia; e Riocorrente, de Paulo Sacramento. Mais recentemente, Simone integrou o elenco do longa O Outro Lado do Paraíso, de André Ristum.

Filmagens e Equipe

As filmagens principais do longa vão ocorrer entre os dias 30 de novembro e 16 de dezembro: “Serão duas semanas e meia de filmagem, o que é adequado ao nosso orçamento. O filme prevê filmagens em 19 locações diferentes, além das cenas em estradas. A ideia é que o filme fique com 80 minutos e tenha a sua primeira exibição ainda no primeiro semestre de 2015”, avalia o produtor do filme, Guilherme Peraro, sócio-fundador da produtora Kinopus.

Com produção de Guilherme Peraro e Roberta Takamatsu, Leste Oeste conta com fotografia de Guilherme Gerais, direção de arte de José de Aguiar, trilha sonora de Rodrigo Guedes, figurinos de Mayhara Nogueira, assistência de direção de Rafael Ceribelli e Carlos Fofaun Fortes, som direto de Bruno Bergamo, maquiagem de Eve Chaiben, assistência de produção de João Iramina Neto, Lucas Pullin e Marina Stuchi, assistência de arte de Camila Melara e Hígor Mejïa, assistência de fotografia de Ricardo Costa Barros, Arthur Henrique Santos e Gustavo Minho Nakao, e continuidade de João Mussato. A equipe do filme conta com cerca de 20 profissionais de Londrina: “Será o nosso primeiro longa rodado em Londrina e contará com equipe basicamente daqui. Queremos estimular a produção local e estreitar as relações com o setor privado, já que os nossos filmes anteriores foram exibidos na TV aberta, fechada, e em outros países, mostrando que o cinema local pode circular de uma forma bem ampla”, argumenta Guilherme Peraro, que atua no setor audiovisual há 15 anos.

LESTE OESTE ESTUDOS 1 - FOTO RODRIGO GROTA

Divulgação e Apoio

Os últimos filmes produzidos pela Kinopus têm circulado por festivais aqui e fora do Brasil: o documentário Andrea Tonacci, produzido para o Canal Brasil, participou em outubro do Festival do Rio, e em dezembro será exibido em São Paulo. O documentário O Nadador – A História de Tetsuo Okamoto, foi produzido para a ESPN Brasil e deve estrear na TV paga ainda esse ano. O curta Mister H, uma co-produção França e Brasil, será exibido em novembro no Festival de Amiens, na França, e no Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro: “Apesar do Paraná ainda não ter uma Lei de Incentivo Estadual à Cultura, e o Prêmio de Cinema ocorrer a cada três anos em média, queremos mostrar que é possível produzir cinema por aqui. Estamos solicitando apoios de outras empresas e esperamos contar com mais recursos para finalizar o filme. O Leste Oeste será o nosso primeiro longa e deve abrir muitas portas para a produção local. O que precisamos agora é de mais apoio das empresas de Londrina, já que o filme deve levar o nome da cidade para muitos lugares”, avalia o diretor do filme, Rodrigo Grota, que em 15 anos de cinema dirigiu 11 filmes, conquistando mais de 50 prêmios entre festivais nacionais e internacionais. Em 2014, por exemplo, 4 curtas dirigidos por Grota participaram de festivais de cinema, sendo que a Trilogia do Esquecimento (formada pelos curtas Satori Uso, Booker Pittman e Haruo Ohara) integrou a programação da Cinemateca Francesa, em Paris.

Contato

Os interessados em apoiar o longa-metragem Leste Oeste podem entrar em contato com a produção do filme pelos telefones 43 9118 5475 (Guilherme Peraro), 43 9927 6867 (Roberta Takamatsu) e 43 9978 1089 (Lucas Pullin), ou ainda pelo e-mail producao@kinopusaudiovisual.com.br. Mais informações na página da produtora no Facebook: www.fb.com/kinopus ou pelo site rodrigogrota.com.

Leste Oeste é uma produção da Kinopus, com patrocínio da Prefeitura de Londrina via Promic, e apoio do Crystal Palace Hotel, das 500 Milhas de Londrina, da Secretaria de Cultura de Londrina e da Fundação de Esportes de Londrina; além do apoio cultural das seguintes empresas:Comidaria Restaurante, Renatu’s Ristorante, Gastronomia Crystal, Restaurante do Toninho, Bar Vilão, Casa de Massas Rivoli, Dona Malagueta Cozinha, Pandor Confeitaria & Padaria, Rede Bolos do Frei, Boleria Dom Leonardi, Fura Bolo Doceria, Restaurante Formosa, Akira Restaurante Self-Service, Restaurante Os Pampas, Fortex, Oldies Carros Antigos, Sesi Cultura, Curso Pró-Linguagem, Sanepar, Opus Prima,Cine Guerrilha, Firula Filmes e London Video Produções.

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Jardim Tókio será exibido em Toronto nesse sábado

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O curta-metragem Jardim Tókio, escrito e dirigido pelo cineasta Rodrigo Grota, será exibido no BRAFFTv – Brazilian Film & Television Festival of Toronto nesse sábado, dia 18, dentro da Mostra Competitiva de Curtas. O filme, rodado em agosto do ano passado dentro do projeto Londrina Sonora, uma parceria entre as produtoras Filmes do Leste, Kinoarte e a RPC TV, mostra a história de Yuki (Nagomi Kishino), uma jovem que retorna do Japão para cuidar do seu avô. Com participações em festivais desde janeiro desse ano, o filme já foi exibido em Tiradentes, São Paulo, Curitiba, Londrina, Vitória e Goiânia. Em novembro, Jardim Tókio intregará a Competitiva do Curta Cinema 2014 – Festival Internacional de Curtas-Metragens do Rio de Janeiro. Com trilha sonora original de Rodrigo Guedes, o filme ainda conta com direção de fotografia de Guilherme Gerais e direção de arte de Felipe Augusto.

Documentário sobre Andrea Tonacci essa semana no Festival do Rio

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O filme ANDREA TONACCI, que mostra a trajetória do autor de filmes seminais do Cinema Brasileiro como Bang Bang (1970) e Serras da Desordem (2008), começa a ser exibido no Festival do Rio 2014 nessa segunda, às 20h, no Cinépolis Lagoon 6. Nessa terça, dia 7, o filme será novamente exibido, mas dessa vez no Centro Cultural da Justiça Federal, às 16h45. As sessões no Ponto Cine serão nessa terça, 18h, e nessa quarta, 16h. O filme encerra a sua participação no festival na quarta-feira, dia 8, com uma sessão às 18h no Oi Futuro Ipanema.

Produzido entre 2010 e 2013 para a série Retratos Brasileiros, o filme teve sua primeira exibição no dia 7 de agosto de 2013 no Canal Brasil. O filme foi o último programa da série produzida pelo Canal, e foi dirigido por Rodrigo Grota, autor dos filmes da Trilogia do Esquecimento (Satori Uso, Booker Pittman, Haruo Ohara). O projeto, iniciado em 2010, e finalizado em 2013, é uma parceria entre três produtoras de Londrina: Kinopus, Kinoarte, e Filmes do Leste.

Trajetória

Nascido a 1º de setembro de 1944 em Roma, na Itália, em plena Segunda Grande Guerra, Andrea veio logo cedo para o Brasil, em 1953. Ainda nos anos 1950, com a câmera 8mm do seu pai, fez as suas primeiras imagens: registros de família, passeios pela Europa, EUA, a casa de praia no Guarujá – filmes curtos rodados em 8mm que ele ainda mantém em sua casa, porém sem condições de projeção. “Percebe-se ali o primeiro desejo de narrativa, os movimentos livres – a câmera afirmando uma primeira identidade – o cinema como possibilidade de conhecimento”, afirma Grota, diretor do documentário.

Criado em uma família classe média, Andrea cursou entre 1963 e 1967 o Curso de Engenharia Civil e Arquitetura na Universidade do Mackenzie, em São Paulo. Não concluiu o curso, mas foi ali que começou a sua amizade com Sganzerla, outro jovem estudante, relação que resultaria na produção de três filmes em 1965: Documentário (dirigido por Rogério), O Pedestre (dir. Otoniel Santos Pereira) e Olho por Olho, dirigido pelo próprio Tonacci. Sganzerla montou os três filmes, enquanto Tonacci os fotografou. “A relação com o cinema começava a se concretizar – Tonacci já havia iniciado alguns curtas de ficção, mas até o momento dividia sua atenção com a literatura e as artes plásticas: aos 20 anos participara de um Curso de Gravura em Metal e Litografia na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap). Seus desenhos, pinturas e gravuras dessa época mostram que um outro caminho seria possível – fã de Van Gogh e Edward Hopper, iniciava ali uma certa poética visual – espaço muito bem construído como vemos em Bang Bang e Serras da Desordem”, avalia Grota.

Sua primeira experiência com um grande ator foi em 1968: Bla Bla Bla, premiado como Melhor Curta do Festival de Brasília, era estrelado por Paulo Gracindo. De teor crítico ao regime militar, o filme obrigou Tonacci a sair da casa dos pais em São Paulo e passar um tempo no Rio de Janeiro. Se em Olho por Olho há um desejo de cinema, de captar o mundo em movimento, seguir um rosto – em Bla Bla Bla a postura é explosiva: a palavra não tem mais sentido – o mundo está esvaziado – o que resta é lamento e fragmentação.

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O ápice dessa visão corrosiva vem em 1970, em 11 dias de filmagem e sob um orçamento mínimo inicialmente aprovado para um curta-metragem. Bang Bang surge assim – a partir da leitura de um texto policial, uma vaga lembrança de Carlitos e uma equipe reduzida (“seis, sete pessoas”) a rodar em Belo Horizonte aquele que seria considerado um dos cinco filmes mais importantes do Cinema Brasileiro. A história é intraduzível, o elenco é liderado por um Paulo Cesar Pereio que a partir desse filme assume uma persona de rebelde, marginal. Os planos são longos – praticamente um filme todo constituído de planos-seqüências. O roteiro, até então meticulosamente concebido, havia ajudado Tonacci a se aproximar de um sentimento, a determinar os tempos de cada cena. No set, no entanto, a linguagem veio como decorrência das condições de produção. “Não havia como filmar o roteiro decupado. Não tínhamos tempo, nem grana”, afirma Tonacci. O som se tornou uma imagem a mais no filme – nunca um comentário da imagem.

Apesar de toda a inventividade, o filme não vingou nos cinemas, permanecendo em cartaz apenas por uma semana no Cine Belas Artes, na Consolação. Só a partir de uma exibição privada para o jornalista Novais Teixeira, então correspondente de O Estado de S.Paulo em Paris, que Bang Bang ganhou sobrevida e foi selecionado para a Quinzena dos Realizadores, em Cannes, em 1971.

Pioneiro na abordagem (sem entrevistas) e na técnica (rodado inicialmente em vídeo com posterior transferência para película), Jouez Encore, Payez Encore (Interprete Mais, Pague Mais) mostra os bastidores de uma montagem produzida por Ruth Escobar a partir dos Autos Sacramentais, de Calderón de la Barca. A montagem é do lendário Victor Garcia, diretor argentino célebre por suas montagens nos anos 1970. No elenco, figuras ilustres do teatro brasileiro como Sérgio Britto e Antonio Pitanga. Tonacci, com sua câmera praticamente invisível e sempre móvel, revela os bastidores dos ensaios permitindo aos atores desempenharem um triplo papel – um personagem para a peça, um personagem para a câmera, e o personagem deles mesmos. A câmera, mais do que revelar as máscaras, se torna um espelho.

Ao longo dos anos 1970, 80 e 90, Tonacci produziu vídeos para projetos entre comunidades indígenas, dirigiu documentários sobre esta temática – sendo os mais notáveis Conversas no Maranhão (1977) e Os Arara (1980), além de constituir um imenso material audiovisual até hoje não catalogado. Entre as raridades estão shows dos Novos Baianos, Hermeto Pascoal, Miles Davis.. Material filmado em um formato de vídeo dos anos 1970 que hoje é de difícil acesso.

Sua aproximação com o universo indígena o levou a permanecer por oito meses diretos na floresta – uma experiência deflagradora, que não só potencializou sua acuidade visual, mas expandiu sua percepção de mundo. Seu filme posterior seria resultado dessa convivência tão próxima com o outro – o índio, “uma outra humanidade”. Assim como Pereio em Bang Bang, Carapiru é também Andrea Tonacci: “o eu é um outro” (Rimbaud). Rodado nos mais variados suportes, em locais distantes e mesclando atores e não-atores, Serras da Desordem é a maior odisséia brasileira desde A Idade da Terra (1981), de Glauber Rocha. Não se trata apenas de um filme – é um jornada. O índio não surge como elemento exterior – eles estão no filme como si mesmos. O ideal de Rosselini, mais do que nunca, é cumprido à risca: “Profissão: ser humano”.

Nessa fase da carreira de Tonacci ganha destaque uma figura essencial: a montadora Cristina Amaral. Conhecida pelo seu trabalho com Carlos Reichenbach, aluna de Paulo Emílio, na USP, ela é praticamente uma co-diretora de Serras da Desordem. Não há mais diferença entre o filme e a vida: o cinema é antes de tudo um afeto, um afeto que se inicia no olhar e se prolonga em silêncio.

Após dois anos de montagem, após inúmeras críticas positivas em seu lançamento em 2008, o filme é celebrado como o mais importante dos anos 2000, ao lado de O Signo do Caos (2003), de Sganzerla. A obra de Tonacci, no entanto, não está encerrada. Em 2008 ele dirige o média-metragem Benzedeiras:“A partir do programa para o Canal Brasil, tivemos recursos para telecinar parte do material que ele rodou nos anos 1990 para um filme que se chamaria Paixões. Ao conversar com Tonacci, percebemos o quanto as ideias fluem, se multiplicam, filmes e filmes surgem em questões de segundos”, explica Grota. Em 2013, Tonacci realiza, com apoio do Itaú Cultural, o documentário Já Visto Jamais Visto, de 54 minutos, apresentando uma releitura de seu material não-finalizado e uma revisão sobre aspectos familiares, como a relação com o próprio filho, que surge no filme ainda criança.

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Abordagem

De acordo com Grota, para realizar esse documentário sobre Tonacci, a direção do filme optou por não gravar entrevistas: “A nossa ideia era se aproximar do cineasta por uma via indireta. Durantes meses fomos a sua casa, conversamos sobre filmes, livros, ideias, mas sem gravar nada. Só em determinado momento do filme que optamos por promover um encontro de Tonacci com o público, conversa na qual ele pôde avaliar os seus filmes e expressar seu ponto de vista”. Esse encontro ocorreu em maio de 2011, durante a 4ª Mostra Marília de Cinema, festival no qual Tonacci foi o grande homenageado.

Para Grota, o filme também tem um duplo valor: informa tanto os iniciados na obra de Tonacci, como aqueles que não o conhecem. Além de trechos de suas obras mais conhecidas, o filme ainda traz filmes inacabados, esboços iniciais, imagens raras de bastidores, e falas de Tonacci sobre seus filmes e sua visão de mundo: “Nossa ideia era registrar o cinema do Tonacci enquanto pensamento livre, permanente, que se renova a cada filme. Não poderia ser um retrato muito sólido pois ele continua a filmar. Não poderia ser um retrato também muito indireto, pois é muito raro Tonacci dar entrevistas, se abrir. Queríamos que a voz dele, sua presença, percorresse o filme todo”.

FICHA TÉCNICA
Direção, Roteiro e Montagem: Rodrigo Grota
Produção: Argel Medeiros, Bruno Gehring, Guilherme Peraro e Roberta Takamatsu
Direção de Fotografia e Câmera: Guilherme Gerais
Direção de Arte: Felipe Augusto
Som Direto: Bruno Bergamo
Assistentes de Direção: Artur Ianckievicz e Roberta Takamatsu
Agradecimentos: Cinema, Cristina Amaral, Mostra do Filme Livre
Produção: Kinopus Audiovisual
Co-produção: Kinoarte e Filmes do Leste
Realização: Canal Brasil

EXIBIÇÕES
29/09/2013 – Festival Kinoarte de Cinema – 15ª Edição Londrina
19/10/2013 – 6ª Mostra Marília de Cinema
31/05/2014 – 9º CineOp – Mostra de Cinema de Ouro Preto

Kinopus anuncia atores jovens do filme Leste Oeste

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A produtora londrinense Kinopus divulgou nessa quinta, dia 2 de outubro, o resultado para a seleção de elenco do filme Leste Oeste, longa-metragem que conta com roteiro e direção de Rodrigo Grota, e produção de Guilherme Peraro. Entre mais de 200 currículos enviados, foram escolhidos três jovens atores de Londrina para um dos núcleos do filme: Bruno Silva, de 16 anos, será Pedro (um jovem piloto de Kart); Filipe Garcia, de 18 anos, será Nick (o melhor amigo de Pedro, e seu companheiro de equipe no Kart); e, por último, Letícia Conde, de 19 anos, será Bruna (namorada de Pedro e melhor amiga de Nic).

Produzido pela Kinopus com patrocínio da Prefeitura de Londrina via Promic, o filme Leste Oeste já começou a ser rodado: “Fizemos alguns testes de câmera, de figurino, e pesquisas de locação, e como o resultado foi muito bom, algumas cenas já devem entrar no filme”, antecipa Guilherme Peraro, diretor geral da Kinopus, produtora de cinema criada em Londrina há 10 anos. As filmagens principais, no entanto, serão realizadas entre novembro e dezembro: “Teremos 3 semanas de filmagem até o dia 20 de dezembro com os atores que vêm de fora para os personagens adultos”, revela Roberta Takamatsu, diretora de produção do filme. O elenco principal, que inclui mais 4 personagens adultos, será divulgado nos próximos dias.

Equipe

Com direção de fotografia de Guilherme Gerais, direção de arte de José de Aguiar, trilha sonora de Rodrigo Guedes, som direto de Bruno Bergamo, e assistência de direção de Rafael Ceribelli, Leste Oeste conta a história de Ezequiel, um piloto de 42 anos, que retorna a Londrina para encontrar o seu pai, Angelo, um entusiasta do automobilismo. Nesse retorno após 10 anos longe da cidade, ele conhece Pedro, o jovem piloto de Kart, e reencontra a mãe de Pedro, Stela, com quem teve um affair no passado.

Apoios

Com previsão de estreia para o 1º semestre de 2015, Leste Oeste é o primeiro longa ficcional produzido por uma equipe londrinense. Para que o filme seja realizado da melhor forma, a produtora Kinopus está buscando parcerias, sobretudo para a etapa de finalização: “Tivemos um corte de 30% do orçamento inicial após uma determinação da Prefeitura. Devido a essa redução, estamos propondo parcerias para empresas de Londrina e região para que apóiem o filme. Todos os nossos filmes anteriores tiveram visibilidade, chegando a participar de festivais internacionais, exibições na TV aberta, TV a cabo. O longa deve seguir esse mesmo caminho levando o nome de Londrina e das empresas que apoiarem o filme a um público bem amplo”, estima o produtor Guilherme Peraro.

Mais informações sobre o filme podem ser encontradas nas páginas da Kinopus e do filme no Facebook. Os interessados em entrar em contato com a produtora Kinopus podem também contatar a produção do filme pelos telefones 43 9927 6867 ou 43 9118 5475, ou ainda pelo e-mail producao@kinopusaudiovisual.com.br.